Brasil: país privilegiado por Deus?

O Brasil é mesmo a Pátria do Evangelho? O que as obras que fundamentam a Doutrina Espírita nos dizem sobre isso?

Para muitos companheiros espíritas, o Brasil é uma pátria especial, escolhida para ser o coração do mundo e o país dos ensinamentos cristãos.

Mas será correta essa afirmação? Convidamos você, leitor, a uma reflexão sobre o tema.

Livro tornou famosa a ideia do Brasil ser a Pátria do Evangelho

A crença citada no início deste artigo, se dá pelo fato de termos no Brasil o maior número de adeptos do Espiritismo no mundo e, principalmente, por conta de um livro bem conhecido no meio espírita que defende essa ideia – livro que foi escrito por espírito e médium muito conhecidos.

Claro que devemos respeitar os trabalhadores dedicados à causa espírita, mas isso não significa que devemos aceitar tudo o que nos dizem sobre o Espiritismo.

Essa foi uma das primeiras advertências feitas a nós por Allan Kardec que, tão logo começou suas pesquisas espíritas, percebeu que cada Espírito tem seu grau de entendimento e evolução.

Assim, necessitamos avaliar de forma racional – e a partir dos ensinamentos contidos na Codificação – toda e qualquer informação proveniente dos espíritos.

Deus ama seus filhos de modo diferente?

Como supor que o Pai Maior, perfeito em amor, sabedoria, bondade e justiça, pode amar de forma diferente os seus filhos? Ainda mais quando temos todo conhecimento espírita a nos guiar.

Somos todos espíritos criados por Ele próprio, simples e ignorantes, com vistas à perfeição. Sendo assim, para Ele não importa o país em que nascemos.

Supor que o Brasil é a Pátria do Evangelho, tendo sido escolhido para ser o coração do mundo significa aceitar a hipótese de que Deus nos ama de forma diferente e, portanto, Ele não seria perfeito.

Pensando no Brasil

O Brasil é um dos países mais violentos de todo Planeta. É, ainda, um dos mais desiguais e descuidados com a educação e saúde – itens essenciais para uma vida melhor e mais digna.

Temos, provavelmente, uma das classes políticas mais corruptas que existem, agravando problemas acima citados e criando muitos outros.

Como acreditar que somos um povo privilegiado, então? Pensar de tal maneira, além de ser pouco (nada) coerente, revela até mesmo orgulho e vaidade, sentimentos contrários ao que devemos buscar para sermos pessoas melhores.

Nossa postura deve ser sempre a busca pela prática doutrinária, que é pautada na fé raciocinada.

Assim fazendo, com toda certeza, estaremos dando o nosso melhor, nos colocando no lugar do próximo e colaborando para que o Brasil, aos poucos, possa sair da situação triste que hoje vive, passando a ser um país mais igualitário e correto.

Tal fato não ocorrerá de forma milagrosa ou por sermos um local especial, mas com nossa colaboração na construção de um país, de um mundo melhor.

Tenhamos esperança, sim. Mas trabalhemos – de modo individual e coletivo – para um Brasil e para um mundo melhor!

Se quiser discutir esses e outros assuntos, apareça em nossos grupos de estudo e vamos refletir sobre os ensinamentos espíritas. Você também pode enviar uma mensagem para que possamos aprender juntos.
 

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