31 de março: desencarne de Kardec

Kardec Desencarne

Em 31 de março de 1869, aos 65 anos, ocorreu o desencarne de Allan Kardec. Vitimado pelo rompimento de um aneurisma, Rivail (seu nome de batismo) desencarnou folheando a edição de abril de 1869 da Revista Espírita. Ou seja, partiu para a Espiritualidade, trabalhando pela doutrina amada.

Educador respeitado, discípulo de Pestalozzi, em 1854 começou uma pesquisa que deu origem à Doutrina Espírita, com a publicação de O Livro dos Espíritos, em 18 abril de 1857.

Nessa mesma data nascia Allan Kardec, pseudônimo adotado para assinar as obras espíritas e pelo qual ficou mundialmente conhecido. Também surgia naquele momento: O Codificador do Espiritismo, O Dirigente Espírita (fundador e presidente da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas), O Líder Espírita – jamais superado.

Antes do desencarne de Kardec, muito trabalho foi feito

Trabalhando durante o dia, para seu sustento e da esposa Amélie Gabrielle Boudet, o Codificador dedicava-se às pesquisas do Espiritismo à noite.

Já na primeira sessão em que viu a comunicação dos Espíritos percebeu estar diante de algo que merecia atenção. A partir daquele dia, retornava às reuniões sempre com perguntas aos desencarnados.

Mas não ficava por aí. Enviava as mesmas questões a outros médiuns, desconhecidos entre si, para poder comparar as respostas. Estabeleceu, assim, um critério essencial para inclusão de um conceito dentro dos fundamentos espíritas: uma verdade não poderia ser revelada apenas a um médium ou grupo, mas se espalhar por vários locais – a chamada Universalidade das Comunicações.

Além disso, toda comunicação era avaliada com base na razão e no bom senso. E, em caso de dúvidas, continuava a pesquisar até sentir-se satisfeito com os argumentos recebidos.

Um trabalho irretocável, que contou com a atuação de uma equipe terrena, liderada por Kardec, e de uma equipe espiritual formada por espíritos de grande evolução.

 

A Codificação Espírita

O resultado de tanto trabalho é a chamada Codificação Espírita, conjunto de obras assinadas pelo professor francês.

No dia do desencarne de Kardec, os fundamentos da Doutrina Espírita estavam completos, em cerca de oito mil páginas: livros, revista, opúsculos, artigos – confira aqui a lista.

Todos obedecendo aos critérios estabelecidos no início da pesquisa e criteriosamente avaliados pelo Codificador – sempre com o apoio da Sra. Allan Kardec, seu braço direito no trabalho espírita.

Vale ressaltar que a Codificação é composta por todos os materiais elaborados por Allan Kardec que, juntos, formam a base doutrinária. Assim, toda e qualquer obra (e autor) precisam ser analisados a partir dessa base e, se conflitarem com ela, as informações devem ser desconsideradas.

Quanto às “novidades”, precisam levar em conta os critérios adotados pelo professor francês antes de serem incorporadas à mensagem espírita – sem esses cuidados, corremos o risco de desfigurar a Doutrina, desrespeitando a coerência doutrinária.

O desencarne de Kardec merece ser lembrado

Como notamos, Allan Kardec viveu para a Doutrina Espírita, assim que a descobriu, deixando-nos um legado incomparável que deve ser honrado com nosso esforço em conhecer o conteúdo espírita, praticando-o em nosso dia a dia.

Lembrar o desencarne de Kardec é importante para valorizarmos os fundamentos doutrinários e os exemplos deixados pelo Codificador.

E a melhor maneira de fazer isso, é divulgando o Espiritismo em sua base: através da obra da Codificação Espírita. Como é feito no Gabi– centro espírita na zona norte de São Paulo -, em todas as atividades existentes na instituição. Venha nos conhecer!

 

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