Importância da convivência, por Ivani Oliveira

Conviver com outras pessoas, seja na família, no trabalho ou na Casa Espírita, é uma necessidade para o aprendizado e, também, porque estar com pessoas queridas é uma forma de fortalecimento e alegria.

Vamos refletir sobre a importância da convivência com o texto elaborado por Ivani Oliveira, colaboradora do Centro Espírita Gabriel Ferreira, o Gabi.

Convivência: por que é importante?

Quando paramos para refletir sobre a convivência, um ponto é muito importante para podermos iniciar esta prática de modo positivo: ter a consciência de que conviver é uma forma de aprendizado. Assim, podemos afirmar que ao nos relacionarmos com outras pessoas, estamos tendo a oportunidade de entrar em contato com novos conhecimentos e aprender a fazer algo diferente.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, obra da Codificação Espírita,  temos na palavra de Santo Agostinho, entre outros muitos ensinamentos, a afirmação de que “há muitas moradas na casa do meu pai”.

Com essa afirmação, o filósofo católico nos explica que estamos encarnados em um planeta condizente com nossa condição moral e intelectual. E mais: que reencarnamos para aprimorar e lapidar nosso crescimento, em uma clara demonstração de como somos amados pelo Criador.

Para este crescimento precisamos estar no trato social e interação com nosso semelhante – ainda que as demais formas vivas deste planeta também nos proporcionem conhecimento, é com outros Espíritos que podemos interagir, algo tão importante para o crescimento espiritual.

O conhecimento doutrinário nos ensina que estamos aptos a aprender a conviver, ainda que essa convivência possa trazer desafios e, nem sempre, ser algo fácil. Isso porque trazemos uma bagagem moral e intelectual cultivada em  jornadas  anteriores – verdadeiros  tesouros permanentes.

Convivendo e aprendendo

Criados iguais por Deus, iniciamos a jornada simples e ignorantes. Ao longo do caminho vamos fazendo escolhas e armazenando o aprendizado, que é diferente para cada um de nós.

Uma análise simples nos leva a verificar que cada pessoa tem, por assim dizer, um talento específico. Cada um de nós tem sua importância e necessidade nessa jornada evolutiva, contribuindo para a evolução pessoal e das pessoas que estão à nossa volta.

Convivência familiar

A família é o espaço de convivência mais rico e diretamente atuante. Provavelmente por isso, nela encontramos por vezes o nosso maior desafio.

Vale a pena lembrar que, também no ambiente familiar, precisamos aprender a ouvir sem julgar e, se preciso, evitar a ansiedade e respostas imediatas – principalmente em momentos onde o desequilíbrio possa levar a colocações mal elaboradas e, consequentemente, a atritos desnecessários.

Em boa parte do tempo nos preocupamos em expor a nossa forma de pensar e agir, como se nossos pensamentos e atitudes fossem os mais corretos ou mais importantes. Esse tipo de atitude nos leva a ficar na defensiva e, às vezes, ter uma postura áspera, podendo aumentar o distanciamento entre as pessoas e, até mesmo, podendo gerar novas pendências emocionais.

Ouvir com atenção e respeito é sempre o melhor caminho, gerando o consolo e o acolhimento tão importantes para o bom conviver – a certeza de ser ouvido e respeitado amplia a ideia de que temos potencial necessário para solucionar nossos problemas.

Mais do que belas palavras, a postura e atitudes do dia a dia são mais poderosos para uma boa convivência.

E lembrando sempre que tudo tem seu tempo. Cada pessoa tem a liberdade de escolher seus rumos, aproveitar oportunidades, crescer e amadurecer em seu tempo próprio – e não no nosso!

 

Apesar de todos os desafios, a convivência é algo sublime.

As coisas materiais precisam ser trocadas pois perdem espaço para novos modelos, quebram ou ficam obsoletas. Já as pessoas, essas sim nos acompanham nas risadas, no choro, no abraço… e uma vez criado um laço, ele não se desfaz!

Conviver não é fácil. Porém, receber um belo sorriso, um abraço apertado ou um olhar afetuoso, deixa tudo mais leve e feliz. As dificuldades não desaparecem, talvez até os desafios fiquem maiores, afinal estamos em evolução e aprendendo todo o tempo.

E como disse o amado poeta, Mário Quintana: “Procures me amar quando menos mereço, pois é quando mais preciso”.

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