O preconceito na visão espírita

Vidas Negras Importam

Manifestações contra o racismo ocorreram nas principais cidades do mundo.

Recentemente o mundo foi sacudido por uma cena chocante que culminou em uma onda de protestos nos Estados Unidos e, posteriormente, em vários locais do mundo – inclusive no Brasil.

George Floyd, negro norte-americano, perdeu sua vida física durante uma abordagem policial totalmente equivocada. Mais uma entre tantas tragédias que assistimos mundo afora e que, além de mexer com nossas emoções, deve servir para reflexão e mudanças.

Como é visto o preconceito na visão espírita? O Espiritismo afirma que somos todos iguais perante Deus, pregando a igualdade. Mais do que nunca, essa verdade deve ser disseminada e praticada!

Manifestações antirracistas

As manifestações antirracistas que surgiram nos Estados Unidos após o desencarne de George Floyd, em maio de 2020, espalharam-se mundo afora.

Contrariando as recomendações de isolamento social, por conta da pandemia do novo coronavírus, pessoas nas principais cidades do planeta reuniram-se gritando palavras de ordem como “é hora de acabar com o racismo institucional“, “queremos respirar” e “silêncio é violência“.

Ignorar o perigo que representa as aglomerações nesse momento de Covid-19, dá uma dimensão de como, cada vez mais, as pessoas reconhecem a necessidade de respeito a todo ser humano, independente de raça, credo, condição social, etc – em uma demonstração clara de que a Lei do Progresso está em andamento.

É importante que possamos aproveitar esse triste episódio – um entre tantos, infelizmente – para refletirmos de que forma podemos utilizar a mensagem espírita para combater todo tipo de discriminação.

O preconceito na visão espírita

Uma doutrina que prega a igualdade e ensina a lei da reencarnação, obviamente, é contrária a todo tipo de comportamento preconceituoso – leia artigo sobre a mulher e o Espiritismo.

Em O Livro dos Espíritos, na questão 803, Allan Kardec pergunta aos Espíritos Superiores: “Todos os seres humanos são iguais perante Deus?”  e a resposta obtida não dá lugar à duvidas: “Sim, todos tendem para o mesmo fim e Deus fez as suas leis para todos. Dizeis frequentemente: ‘O Sol brilha para todos’, e com isso dizeis uma verdade maior e mais geral do que pensais.”

Nesse sentido, não podemos ser espíritas e nos sentirmos confortáveis com qualquer tipo de comportamento preconceituoso. Aliás, não basta que sejamos antirracistas: é preciso que tenhamos uma postura antirracista, condenando e combatendo sempre todo tipo de preconceito e segregação por conta de raça.

O mesmo vale para outros tipos de discriminação e a prática da igualdade deve permear todos os nossos passos, dentro e fora da Casa Espírita.

Claro que não devemos ter ou pregar o ódio contra qualquer pessoa, nem tampouco apelarmos para a violência ou vandalismo, mas devemos nos indignar, sim, diante de situações como a ocorrida com o norte americano Floyd ou os brasileiros Miguel e João Pedro – que tiveram sua experiência carnal ceifada de modo abrupto.

O que podemos fazer, como espíritas, diante da desigualdade?

Como indivíduos, devemos demonstrar os ensinamentos espíritas diariamente, praticando o amor e a justiça de modo amplo e divulgando, pelo exemplo, qual a visão espírita do preconceito. Também, empreendendo os esforços possíveis para auxiliar respeitosamente quem precisa de algum tipo de auxílio ou quem sofre algum tipo de desrespeito, ajudando-os na superação das dificuldades.

Já a Casa Espírita pode realizar ações que estimulem a reflexão e promovam a igualdade. Isso para todos os seus públicos, de todas as idades.

Parece pouco, mas o simples fato de eliminarmos algumas expressões de nosso vocabulário já representa um avanço – alguns exemplos: a coisa tá preta, ovelha negra ou é negra, mas é bonita!

O principal papel da Doutrina Espírita é colaborar para a evolução de nosso Espírito e, nesse caminho, entender que todos somos iguais é essencial!

O Espiritismo não determina o que uma pessoa deve ou não fazer. Ele oferece informações para que sejamos pessoas melhores e possamos respeitar e amar o nosso próximo – essa máxima, aliás, reforça qual deve ser a postura do espírita diante do preconceito.

E, você, já passou ou presenciou alguma atitude de preconceito? Divida sua experiência conosco para que possamos aprender contigo.

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