Separação momentânea ou perda de entes queridos?

Separação Entes Queridos

Laços de amor jamais são rompidos!

É muito comum as pessoas se referirem ao desencarne de alguém que ama como “perda de ente querido”. Mas será que essa expressão é a mais adequada?

Acompanhe este nosso post e descubra!

O que significa, afinal, perder algo?

Nos tempos atuais, tendo em vista o volume de desencarnes causados pela Covid-19, tem sido comum pensarmos no desencarne. E, quase sempre, ele vem acompanhando da expressão “perda de um ente querido”.

Mas será que essa é a maneira mais adequada para nos referirmos à partida carnal de uma pessoa?

No dicionário de língua portuguesa o significado de perder é:

  1. 1.
    verbo direto
    ficar sem a posse de.
    Ex.: “Ao falir, perdeu casas e terrenos.”
  2. 2.
    verbo transitivo direto
    deixar ficar (algo) em algum lugar, por esquecimento ou distração.
    Ex.: “Perdeu a carteira no táxi.”

Uma vez que ninguém pertence a ninguém e que, tampouco, deixamos de ter a presença de uma pessoa que amamos por conta de distração ou esquecimento, podemos entender que o termo “perda de ente querido” não é a melhor expressão para indicar o que ocorre – de verdade – quando uma pessoa desencarna e deixa de conviver fisicamente com seus pares.

Pelo menos não, segundo os ensinamentos da Doutrina Espírita – e que encontram-se na Codificação Espírita.

Separação momentânea X perda de ente querido

Os ensinamentos doutrinários, deixados pelo Codificador Allan Kardec – que desencarnou em 31 de março de 1869, deixando-nos essa esclarecedora mensagem -, demonstram que o Espírito sobrevive à morte do corpo físico.

Também nos ensina que os laços indestrutíveis do amor garantem que os Espíritos que se amam verdadeiramente voltem a se encontrar um dia.

Portanto, a perda de entes queridos não existe. O que ocorre é uma separação momentânea causada pela extinção da vida corporal, levando o Espírito imortal a retornar ao mundo espiritual, sua pátria de origem – semelhante a um viajante que retorna para sua casa após concluir a viagem.

Não importa se no plano espiritual ou na vida corporal, a vida prossegue e os Espíritos continuam sua jornada de aprendizado rumo à perfeição.

Por mais que a saudade doa – e ela é doída mesmo -, a melhor alternativa é aceitar o passamento do ente querido e lidar com o luto – que é natural e importante de ser vivenciado, mesmo em períodos de pandemia que alteram todo o processo do velório.

Esse comportamento será importante para quem fica na carne e para quem parte, já que o desencarnado pode captar os sentimentos de tristeza (ou revolta) dos que ficaram na Terra, o que não é positivo para aquele que retornou ao plano espiritual.

Para isso, os ensinamentos do Espiritismo são essenciais para fortalecer nesse momento, ajudando na aceitação dessa “separação momentânea entre entes queridos. Além disso, sendo necessário, contar com apoio especializado pode ser essencial.

O ente querido continua vivo em nosso coração!

A dor sentida com o desencarne é proveniente da saudade, mas também do desejo de notícias da pessoa querida.

Quando falamos em notícias do ente querido que partiu, é comum pensar em uma mensagem através da psicografia. E esse é mesmo um caminho possível, quando se busca uma Casa Espírita que respeite os preceitos da Codificação e tenha um trabalho de psicografia idôneo.

Mas essa não é a única maneira. No momento de emancipação da alma – quando o corpo dorme e a alma fica livre – pode acontecer um encontro com o ente querido desencarnado. Nesses casos, é comum que o encontro seja lembrado como um sonho.

Mas, acima de tudo, lembrar os momentos felizes passados ao lado da pessoa amada é algo muito importante. Para isso, é preciso aproveitar ao máximo a convivência com todos os que nos são caros enquanto ainda caminhamos lado a lado – nem que seja com um telefonema ou vídeo chamada!

Dessa forma, quando chegar o momento da despedida temporária, não haverá culpas ou arrependimentos.

 

Vivemos momentos de incerteza e de dificuldade e, no meio de tantos desafios, nada pode ser comparado ao momento de despedida de quem amamos.

Contudo, o conhecimento da Doutrina Espírita é altamente consolador ao demonstrar a sobrevivência do Espírito após a morte do corpo físico e afirmar que o reencontro dos seres que se amam é certo.

Assim, devemos pensar nos que partiram sem revolta, mas com aquela saudade boa de quem sabe que não disse  adeus, mas sim “até logo”.

Esperamos que essa leitura tenha ajudado a pensar na separação momentânea – e não na perda de entes queridos – de forma mais branda e te convidamos a acompanhar os conteúdos de nosso blog, como os que selecionamos para você a seguir:

Tenha esperanças, apesar da Covid-19!

Porque o Espiritismo ajuda a superar dificuldades

 

Deixe uma resposta