Exploração Infantil – e o que o Espiritismo nos ensina

Dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração infantil. Mesmo sendo muito triste, precisamos falar desse assunto, exatamente para alertar sobre casos que transformam seres indefesos em vítimas.

A necessidade é ainda maior, tendo em vista que o número de casos aumentou durante a pandemia. Não vamos relembrar aqui alguns acontecimentos que foram amplamente divulgados na mídia, até mesmo por uma questão de respeito aos envolvidos.

Mas o fato é que basta uma pesquisa simples, para encontrarmos várias situações que comprovam a exploração infantil – quase sempre, por pessoas próximas a elas, pessoas da família.

Siga na leitura e reflita conosco. Por que? Porque essa história terrível precisa ter um fim!

Afinal, o que é Exploração Infantil?

Chamamos de exploração  o uso excessivo ou imoderado de poderes que uma pessoa tem em relação a outra. Geralmente, os agentes exploradores costumam ser pessoas de convivência da vítima, como familiares, colegas e profissionais com os quais convivem regularmente.

Ela ocorre com pessoas de várias idades, mas de maneira geral envolve aquelas mais frágeis, que têm dificuldade ou incapacidade para se defender.

Quando ocorrem com os pequenos. chamamos de Exploração Infantil.

O que caracteriza a Exploração Infantil?

A exploração infantil pode se dar por abandono, maus tratos, exploração física e psicológica. Em alguns casos, inclusive, a vítima pode sofrer de uma combinação de mais de um tipo de abuso.

De acordo com o Código Penal Brasileiro, Artigo 133, quando alguém abandona pessoa que está sob sua responsabilidade, e que é incapaz de se defender, pode ser punida com detenção de 6 meses a 3 anos.

As pessoas mais comumente abusadas são aquelas com algum tipo de problema físico ou intelectual, mulheres, idosos e, claro as crianças.

A que tipo de exploração os pequenos são submetidos?

Castigos imoderados, trabalhos excessivos, surras, desrespeito (como chamar a criança de burra ou feia, por exemplo) são algumas formas de exploração infantil mais comuns.

O assunto é tão sério que ela vem sendo considerada um caso de saúde pública porque costuma deixar algum tipo de trauma – alguns poderão estar presentes por toda a vida.

Para se ter uma ideia do tamanho do desafio, segundo o Boletim Epidemiológico Paulista, da Secretaria da Saúde do  Governo de São Paulo, em 2016 a exploração foi a primeira causa de morte entre pessoas de 5 a 19. E  o segundo motivo entre 1 a 4 anos de idade.

Os tipos mais comuns de exploração infantil são o de ordem sexual, trabalho infantil e o bullying.

Existem sinais de que a criança está sendo explorada?

Crianças vítimas de abuso sexual dão alguns sinais: ansiedade, pesadelo, comportamento sexual inadequado, medo, problemas escolares, agressão, isolamento, depressão. Têm dificuldade de estabelecer relações de confiança, são menos colaborativas e dividem menos.

A exploração infantil, por meio de trabalho, por sua vez, impede os menores a terem acesso à educação, lazer e cultura, além de colocar a criança em risco (dependendo do tipo de trabalho executado).

Exploração infantil segundo os ensinamentos espíritas

De acordo com os ensinamentos espíritas, a fase da infância existe para que os responsáveis possam conduzir o Espírito rumo à perfeição, aproveitando a fase em que está mais acessível às impressões que recebe dos mais velhos.

E, ainda, que os pais sejam os principais responsáveis pela educação. Todos os que convivem com uma criança têm a responsabilidade de cuidar do bem estar dos pequenos.

Portanto, a exploração infantil é um ato totalmente contrário ao que prega o Espiritismo, que é amar, cuidar e promover todos os esforços para preservar a integridade física e emocional do menor. Além disso, a Doutrina ensina que o mais forte tem o dever de zelas pelo mais fraco – isso vale para outros públicos, além das crianças.

Portanto, nada justifica um ato violento contra um ser indefeso. Especialmente quando vem de alguém que tem a obrigação de garantir seu bem-estar.

O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que todos os cidadãos são obrigados a informar às autoridades quando souberem de uma criança em situação de risco.  Para isso, basta ligar para o número 100 – não há necessidade de identificação, aliás.

Esperamos que tenha gostado deste conteúdo que nos faz refletir sobre a Exploração Infantil. Lembramos que em nosso Blog, temos outros artigos com enfoque na Doutrina Espírita.  Sugerimos, agora, que  leia:

Felicidade na visão espírita e no método Harvard 

 

 

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