7 mensagens mediúnicas de O Céu e o Inferno segundo o Espiritismo para você

Mensagens Mediúnicas de "O Céu e o Inferno", de Kardec

Na segunda parte de “O Céu e o Inferno”, Kardec traz mensagens mediúnicas de espíritos que se comunicaram na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas

A segunda parte de O Céu e o Inferno segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, oferece mensagens  obtidas nas reuniões mediúnicas conduzidas pelo Codificador na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em Paris.

Trata-se de um repositório valioso para entendimento doutrinário. Por isso, selecionamos 7 delas para você e, da mesma forma que na obra, separamos por categoria.

Colocaremos o nome, daremos uma breve descrição do seu desencarne e, em seguida, colocaremos os pontos principais trazidos pela mensagem mediúnica de O Céu e o Inferno, uma das obras da Codificação Espírita.

Boa reflexão!

Mensagens Mediúnicas de O Céu e o Inferno segundo o Espiritismo: informações ricas para reflexões
1- Espíritos felizes – Sanson

Antigo membro Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, desencarnou por conta de uma “doença severa” – autorizou Allan Kardec, de quem era amigo, a realizar uma “autópsia espiritual”, evocando-o para saber como estava na erraticidade.

A evocação foi feita dois dias após o desencarne, revelando tratar-se de um Espírito com muita consciência da vida espiritual e sereno.

Sanson relatou ao amigo e Codificador Espírita que não mais sentia dores, estando regenerado de sua doença, agradecendo ao sofrimento que teve porque ele gerou crescimento espiritual – mais um indício das condições elevadas do Espírito.

Nessa mensagem mediúnica de o Céu e o Inferno segundo o Espiritismo, ele também informou que recobrou a lucidez apenas oito horas após o passamento e que, então, toda sua existência passou por sua mente, como se fosse um filme. Por fim, aconselhou:

“Não vos atemorize a morte, meus amigos: ela é um estágio da vida, se bem souberdes viver; é uma felicidade, se bem a merecerdes e melhor cumprirdes as vossas provações”.

2- Espíritos Medianos – Joseph Bré

Falecido em 1840, foi evocado por sua neta em 1862. Segundo ele, seu sofrimento se deve ao desgosto de não ter aproveitado melhor o tempo que teve. Faz um interessante discurso sobre a honestidade conforme a lei humana e a honestidade segundo as Leis Divinas.

Por fim, sugere que reparemos as faltas cometidas ainda encarnados, através da realização de boas ações. De acordo com essa mensagem mediúnica de o Céu e o Inferno segundo o Espiritismo, assim teremos mais paz e alegria na erraticidade.

3- Espíritos sofredores – Novel

Desencarnado aos 21 anos, era amigo de um membro da Sociedade Parisiense de Estudos Espírita (SPEE). Ele não aceitou sua “morte” porque se achava muito jovem para deixar a matéria. Além disso, as faltas cometidas doíam e o envergonhavam agora que estava no Plano Espiritual.

Dizia ver maus Espíritos, quando tudo o que desejava era estar perto dos bons. Kardec dialogou com ele e, com a mensagem espírita, lhe deu uma nova perspectiva – esse entendimento, bem como as preces recebidas, lhe acalmaram.

Ao final, ele próprio orou, pedindo ajuda a Deus!

4- Espíritos suicidas – O Suicida de Samaritana

Ao 50 anos, o homem se dirigiu a uma casa de banhos e cortou os pulsos, vindo a desencarnar.

O primeiro ponto de destaque é que ele não tem consciência de que morreu, no entanto, afirma que sente os vermes devorarem sua carne. Em suas próprias palavras: “fugi do sofrimento para entregar-me à tortura”!

Kardec oferece palavras de conforto e ora por ele, que é levado em situação melhorada. Em seguida, o Codificador convida o mentor da SPEE, São Luiz, a explanar sobre a mensagem mediúnica de o Céu e o Inferno segundo o Espiritismo.

São Luiz,então, explica que a sensação dos vermes correndo o corpo deverá durar até o despertamento do Espírito para uma outra faixa de vibração, sendo comum no suicida – ainda que variando de duração e intensidade.

5- Criminosos arrependidos – Verger

Assassino do arcebispo de Paris foi condenado à pena de morte e evocado no dia da execução – essa evocação nos dá uma ideia do nível de reunião mediúnica conduzida pelo autor da Codificação Espírita.

O evocado afirma que vê Espíritos que o rodeiam, mas que teme apenas um: o que ele matou!

Diz acreditar em múltiplas existências e que elas o levarão a progredir, sendo o remorso sua “punição” – também reconhece que é “punido” porque usou inadequadamente sua chance na existência que deixou para trás.

Pede perdão a Deus e sente pequena melhora. As preces por ele continuam em muitas reuniões.

6- Espíritos endurecidos – Angèle

Em uma mensagem mediúnica de o Céu e o Inferno segundo o Espiritismo recebida no ano de 1862, o Espírito afirma não se arrepender de nada que tenha feito. No entanto, reconhece faltar-lhe a paz.

Afirma que sua família a cansava e que não fazia nada na vida. Quando Allan Kardec sugere que ela os ajude orando pelos Espíritos que necessitam de apoio, recusa a oferta porque diz que isso a cansaria.

Sai da reunião da SPPE sem grandes mudanças.

7- Expiações Terrestres – Marcel

Esse Espírito desencarnado com 10 anos, teve uma encarnação marcada por defeitos físicos graves, chagas e dores atrozes – e sua família pouca atenção lhe dava.

Sua comunicação demonstra tratar-se de uma alma nobre que entendeu o motivo de seu sofrimento, considerando-o justo em função de, em existências pretéritas, ter sido fútil e ter prejudicado muitas pessoas. Por esse motivo, solicitou a expiação para depurar-se.

Além disso, nessa mensagem mediúnica de o Céu e o Inferno segundo o Espiritismo, ele avaliou que sua vida como criança sofredora também serviu de exemplo para muitas pessoas.

Mas ele vai além, demonstrando a lucidez espiritual afirma que:

  • Nosso pensamento/essência espiritual determina nossa situação após desencarne;
  • Os semelhantes se atraem e acabam por se aproximar, inclusive na erraticidade;
  • Apenas desencarnados muito ligados à matéria sentem falta de itens materiais;
  • Assim como na matéria, o trabalho no Bem feito na Espiritualidade, tem como único pagamento a satisfação;
  • A vida no plano espiritual é fruto de nossas ações na matéria – responsabilidade nossa!

 

Conhecer esse grande livro, mais do que aprofundar o conhecimento da Doutrina Espírita, permite ter uma visão muito clara do que nos aguarda após o passamento para o mundo espiritual e dá conforto sobre o tema, que pode dar medo a muitas pessoas.

Além do mais, nos mostra que somos os únicos responsáveis por nossa melhoria individual e que, assim, vamos colaborar para um mundo melhor. Como afirma Kardec, nessa belíssima obra lançada em agosto de 1865:

Melhorados os homens, não fornecerão ao mundo invisível senão bons Espíritos; e estes, encarnando-se, por sua vez só fornecerão à Humanidade corporal elementos aperfeiçoados. A Terra deixará, então, de ser um mundo expiatório e os homens não sofrerão mais as misérias decorrentes de suas imperfeições.

Se você gostou de conhecer parte das mensagens mediúnicas de o Céu e o Inferno segundo o Espiritismo, convidamos a estudar toda a obra e, também, a  conhecer outros artigos de nosso blog que tratam de seu conteúdo:

O Céu e o Inferno segundo o Espiritismo – 155 anos esclarecendo

O Céu e o Inferno, de Allan Kardec: uma obra pouco conhecida

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