O Céu e o Inferno segundo o Espiritismo – 155 anos esclarecendo

O Céu e o Inferno segundo oa Doutrina Espírita

O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo – obra, lançada em 1.8.1865, lança luz sobre a vida pós-desencarne

Em 1 de agosto de 1865, Allan Kardec lançava mais um volume da série de obras que formam os fundamentos da Doutrina Espírita.

Saiba mais sobre o aniversariante, O Céu e o Inferno segundo o Espiritismo. Da mesma forma que os demais livros da Codificação, é um bálsamo reconfortante a todos os que buscam compreender os porquês da vida!

O céu e o inferno sem as explicações espíritas

Antes dos ensinamentos trazidos pela Doutrina Espírita, diante da morte, o ser humano dispunha da crença no nada (morreu acabou); na absorção (perda da individualidade da alma) e no céu ou inferno para toda a eternidade.

Com uma noção insuficiente da vida futura, era natural ter medo. Ainda mais que, culturalmente, a morte é tratada de uma forma sombria – um bom exemplo disso é o modo como podemos ver em filmes e livros.

No entanto, com o conhecimento espírita, um véu é erguido e as pessoas passam a entender que a morte é apenas uma passagem, continuando a vida em outro plano.

No livro O Céu e o Inferno segundo o Espiritismo, Allan Kardec apresenta esclarecimentos muito claros sobre céu, inferno e purgatório na visão espírita, mostrando que tendo intuição de uma vida futura – feliz ou infeliz, segundo as escolhas feitas na encarnação -, o ser humano criou imagens do pós-morte conforme o conhecimento que possuía do mundo em que vivia.

Assim, foi criado o Céu para descanso eterno e o Inferno para punir fisicamente – aliás, ambos parecidos com o conteúdo mitológico. O Purgatório, por sua vez, foi criado em 593 pela Igreja Católica, sendo uma espécie de “detenção temporária” para a pessoa que, após passar pela morte física, poderia obter sua absolvição através de preces.

O Céu e o Inferno segundo o Espiritismo

Com o advento da Doutrina Espírita, passamos a ter informações racionais e claras sobre o tema, entendendo que a Terra é apenas mais um planeta – assim, o céu e o inferno perdem sua “localização”, por assim dizer.

Além disso, passamos a saber da existência dos mundos corporal e espiritual e que os Espíritos são criados simples e ignorantes e com aptidão para evoluir – tendo uma evolução mais ou menos rápida, de acordo com suas próprias escolhas.

Dessa forma, uma só existência corporal é  insuficiente. Assim, em o Céu e o Inferno segundo o Espiritismo, fica reforçada a mensagem – já abordada nas obras anteriores de Allan Kardec – de que no intervalo das existências corporais o Espírito torna a entrar no mundo espiritual onde é feliz ou não segundo o que fez e começa a se preparar para novas experiências carnais.

Também podemos ter respostas a perguntas que sempre estiveram em nossa mente, como o que acontece com o desencarnado durante o funeral, por quem ele é recebido na Espiritualidade, etc.

O Céu e o Inferno segundo o Espiritismo: esperança e responsabilidade

As Penas Eternas serviram como “freio” para seres em existências menos adiantadas, mas com o avanço do Espírito, o homem adquiriu a capacidade de conhecer revelações superiores, entendendo que Deus não aplicaria penas eternas a Seus filhos, deixando-os em sofrimento por toda eternidade, mesmo após o arrependimento de suas faltas.

Trata-se de uma obra que renova as esperanças e esse é um dos motivos para mergulhar nas informações que revelam a Justiça Divina segundo o Espiritismo.

No entanto, vale destacar, quanto mais esclarecido o Espírito, maior responsabilidade terá em relação às suas atitudes, estando subordinado à Lei de Causa e Efeito, que é implacável porque tem como juiz nossa própria consciência.

O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo, nas palavras do próprio Codificador é um “exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas  futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc, seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte”.

Estudar essa obra é essencial para o conhecimento da Doutrina Espírita, mas também é uma forma de nos preparar para o inevitável momento da separação momentânea de entes queridos ou para o passamento que chegará, um dia, para todos nós. Aliás, o primeiro capítulo da parte 2, que trata sobre o momento do desencarne, é brilhante e altamente esclarecedor – como todo o livro.

Se você já estudou O Céu e o Inferno segundo o Espiritismo, de Allan Kardec,  sabe a beleza e profundidade dos ensinamentos proporcionados por essa obra. Se não conhece, fica nosso convite para que conheça já!

E, para começar, leia nosso artigo sobre o tema:
O Céu e o Inferno, de Allan Kardec: uma obra pouco conhecida

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